quarta-feira, 12 de outubro de 2011

É fácil amar o outro em restaurante, o papo fui, o riso é farto, a comida é boa, assim é muito fácil. Difícil é amar quando o outro desaba, quando não acredita em mais nada e entende tudo errado, paralisa. Difícil amar  quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que esteja. Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Mas esse talvez seja, sim, o tempo que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de algo que faça com que a dor desapareça, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor. 

Muu Deuus... ele é o colirio do meu ôiu, o chiclete garrado na minha carça dins, é a maioness do meu pão, é o cisco no meu ôiu (o ôtro oiu - eu ten dois), o rechei do meu biscoitim, o vidreperfume da minha pintiadêra. Nossinhor Jisuis Cristo! Gosto dimais, meu tisôrim.  

Cheguei até pensar que não era preciso ter alguém ao lado para ser feliz, e então eu te conheci. 


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