sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Nem lembrava desse blog, mas hoje senti vontade de escrever um pouco.
Tenho que agradecer muito aos meus pais, pela paciência, principalmente hoje;
A minha pequena Larinha, mesmo tão pequena me conhece bem, pelo cafuné oferecido, pela trança feita (nó em meu cabelo) e pelas palavras (dinha, você é a minha boneca e eu vou cuidar de você), pessoa que eu amo desde o dia que a mãe descobriu a gravidez, que me faz chorar com cada cartinha, me fez virar fã de galinha pintadinha, que presenciei os primeiros passos, o primeiro dentinho, não posso esquecer do seu vocabulário extraordinário (macarujá = maracujá / maraconada = macarronada);
André, meu melhor amigo, que sempre fala o que eu preciso ouvir e não o que eu quero ouvir, da melhor forma possível, que me aguenta, são 15 anos de uma amizade muito verdadeira;
Cecel, por conseguir arrancar tantos sorrisos e por confiar contar toda a sua vida a mim, por me olhar com olhos de admiração, por saber encontrar as minhas qualidades que sempre estão misturadas em tantos defeitos;
Leah, Cecy e Natasha, não preciso falar os motivos, a gente sabe bem;
ELE, esse eu agradeço simplesmente por existir, por despertar os melhores sentimentos em mim, por me fazer querer crescer sempre, é por ele que tento ser uma pessoa melhor todos os dias, por dormir com ele no pensamento e acordar lembrando do sorriso, por querer ta sempre perto e pela vontade de cuidar, por marcar a minha vida de muitas formas. Sempre me perguntei com qual idade encontraria alguém que eu amaria de verdade. Eu, aos 19 (agora com 20), encontrei. E AMO, amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras, A-M-O, sem restrições. Não existe uma partícula dele que não lembre ou que não queira.
Eu?? Só uma coisa a favor de mim eu posso dizer: nunca feri de propósito. E também me dói quando percebo que feri. Mas tantos defeitos tenho. Sou inquieta, ciumenta, áspera, desesperançosa. Embora amor dentro de mim eu tenha. Só não sei usar o amor: às vezes parecem farpas.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Podem falar o quanto quiserem a meu respeito. Já me acostumei com a idéia de que todo bom destaque, vem acompanhado de muita hipocrisia e inveja. E se a intenção é magoar, estão longe disso (juro mesmooo). Mais uma vez estou satisfeita comigo mesma e com as coisas que penso e sinto, mesmo com o fato de nem tudo ser como a gente quer.
Eu me entrego, me permito viver tudo, me emociono fácil (fácil é pouco). Gosto de fazer cafuné, fazer massagem, pedir atenção. Eu nem cobro muito (kkkkkkk). Acredite, o uso incorreto é teu. Durmo minhas 6 horas por dia, alguns dias durmo bem menos assistindo alguns seriados e mesmo assim eu acordo de bom humor. Sou legal com quase todo mundo, ciumenta, intensa até demais.
Adoro o modo como levo minha vida. E mesmo que isso desaponte algumas pessoas, eu consigo muito bem me agradar e agradar a quem merece. O que se tornou bem simples, na verdade. Agora, é a "Lei do Retorno"...
E nesse caso, para muitos, só meu beijo de despedida.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Estive pensando e acho que o mundo todo é viciado em drama!
Por que amor e felicidade são menos importantes que dor e sofrimento?
Você já reparou que somente histórias envolvendo algum sofrimento nos livram de um compromisso? Se uma pessoa chega atrasada na escola, a um jantar ou ao trabalho, diz que foi o pneu que furou, uma carreta virada na esquina, o velório da tia-avó ou a gripe do periquito que atrapalhou. SEMPRE problemas. Imagine só se uma amiga sua chega no meio da aula e explica, feliz da vida, para o professor: "No meio do caminho encontrei um cara lindo, a gente começou a conversar e quando eu vi, já tinham se passado quarenta minutos... Posso fazer a prova?"
Na "minha" faculdade, no mínimo, o meu professor iria falar:
-Advogado não tem vida, tem prazo... blablabla... Então você não pode, respeite os horários, imagine em audiência... e mais blablabla.
Não ia dar certo. Já se ela aparecesse dizendo: "Putz, professor, o pneu do ônibus furou, o motorista foi trocar e teve um torcicolo, não conseguia se mexer. Nesse momento os assaltantes chegaram e me fizeram de refém. Minha mãe foi tirar o dinheiro pra pagar o resgate e a máquina engoliu o cartão. Tivemos que pedir dinheiro emprestado pra minha avó e por isso cheguei agora". Aí sim, ela poderia assistir a aula.
Nessas e noutras situações tenho a impressão de que vemos o sofrimento e a dificuldade como mais nobres do que a felicidade e a facilidade.
Já presenciei uma conversa em que pessoas competiam pra ver quem sofria mais. Uma disse que pegava dois ônibus até a faculdade. A outra falou: "Eu tenho que pegar dois ônibus e andar uns 15 minutos". Uma terceira sorriu, porque a parada estava ganha: "Eu tenho que pegar dois ônibus, ando 20 minutos, acordo de madrugada, moro no interior, venho no onibus da prefeitura e ainda passo o dia no trabalho" Eu, que moro relativamente longe, vou todos os dias e volto de carro, não trabalho, fiquei quieta, envergonhada.
Não é a toa que o sofrimento é tão valorizado em nossa sociedade. Afinal de contas, há 2011 anos o nosso maior símbolo é um homem pregado na cruz. O filho de Deus, que morreu por nós. Por isso, dizem os religiosos fervorosos, temos que ter uma vida de sofrimento e humildemente aceitar as desgraças.
Que horror! Imagine que bom se, em vez de crucifixo, cultuássemos um Jesus tomando banho de rio? As pessoas levariam no pescoço pingentes do filho de Deus se preparando para um mergulho, tomando sol ou dando um presente! Melhor ainda, se nos altares Jesus estivesse dando um beijo apaixonado numa namorada (porque esta história de celibato, é insuportável, Jesus era um homem como qualquer um da época, provável que tenha casado e até tido filhos).
Aí ao passarmos por uma igreja ou cemitério, não faríamos o sinal da cruz, mas daríamos um beijo. E aprenderíamos, desde criançinhas, que o filho de Deus veio ao mundo para beijar o próximo e mostrar que o amor e a felicidade devem ser mais valorizados que dor e sofrimento. Se fosse assim, quando a garota atrasada contasse a história do garoto lindo e da conversa, a professora daria um sorriso e a convidaria a entrar, sabendo que aquela aluna já havia aprendido o mais importante sobre a vida.
Você já reparou que somente histórias envolvendo algum sofrimento nos livram de um compromisso? Se uma pessoa chega atrasada na escola, a um jantar ou ao trabalho, diz que foi o pneu que furou, uma carreta virada na esquina, o velório da tia-avó ou a gripe do periquito que atrapalhou. SEMPRE problemas. Imagine só se uma amiga sua chega no meio da aula e explica, feliz da vida, para o professor: "No meio do caminho encontrei um cara lindo, a gente começou a conversar e quando eu vi, já tinham se passado quarenta minutos... Posso fazer a prova?"
Na "minha" faculdade, no mínimo, o meu professor iria falar:
-Advogado não tem vida, tem prazo... blablabla... Então você não pode, respeite os horários, imagine em audiência... e mais blablabla.
Não ia dar certo. Já se ela aparecesse dizendo: "Putz, professor, o pneu do ônibus furou, o motorista foi trocar e teve um torcicolo, não conseguia se mexer. Nesse momento os assaltantes chegaram e me fizeram de refém. Minha mãe foi tirar o dinheiro pra pagar o resgate e a máquina engoliu o cartão. Tivemos que pedir dinheiro emprestado pra minha avó e por isso cheguei agora". Aí sim, ela poderia assistir a aula.
Nessas e noutras situações tenho a impressão de que vemos o sofrimento e a dificuldade como mais nobres do que a felicidade e a facilidade.
Já presenciei uma conversa em que pessoas competiam pra ver quem sofria mais. Uma disse que pegava dois ônibus até a faculdade. A outra falou: "Eu tenho que pegar dois ônibus e andar uns 15 minutos". Uma terceira sorriu, porque a parada estava ganha: "Eu tenho que pegar dois ônibus, ando 20 minutos, acordo de madrugada, moro no interior, venho no onibus da prefeitura e ainda passo o dia no trabalho" Eu, que moro relativamente longe, vou todos os dias e volto de carro, não trabalho, fiquei quieta, envergonhada.
Não é a toa que o sofrimento é tão valorizado em nossa sociedade. Afinal de contas, há 2011 anos o nosso maior símbolo é um homem pregado na cruz. O filho de Deus, que morreu por nós. Por isso, dizem os religiosos fervorosos, temos que ter uma vida de sofrimento e humildemente aceitar as desgraças.
Que horror! Imagine que bom se, em vez de crucifixo, cultuássemos um Jesus tomando banho de rio? As pessoas levariam no pescoço pingentes do filho de Deus se preparando para um mergulho, tomando sol ou dando um presente! Melhor ainda, se nos altares Jesus estivesse dando um beijo apaixonado numa namorada (porque esta história de celibato, é insuportável, Jesus era um homem como qualquer um da época, provável que tenha casado e até tido filhos).
Aí ao passarmos por uma igreja ou cemitério, não faríamos o sinal da cruz, mas daríamos um beijo. E aprenderíamos, desde criançinhas, que o filho de Deus veio ao mundo para beijar o próximo e mostrar que o amor e a felicidade devem ser mais valorizados que dor e sofrimento. Se fosse assim, quando a garota atrasada contasse a história do garoto lindo e da conversa, a professora daria um sorriso e a convidaria a entrar, sabendo que aquela aluna já havia aprendido o mais importante sobre a vida.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Férias beeeeeeem doloridas :x
Com o tempo, você analisa que abrir mão de algo só se faz quando se tem um motivo maior que esse algo: seja um propósito, uma crença, um valor íntimo ou uma obstinação qualquer que te oriente para essa escolha que já se sabia tão dolorosa.
É um sacrifício voluntário por algo mais pleno, mais grandioso em beleza. E, nestas análises, você descobre outras perdas que são positivas: perde-se também a ansiedade, a insegurança e a ilusão.
É um sacrifício voluntário por algo mais pleno, mais grandioso em beleza. E, nestas análises, você descobre outras perdas que são positivas: perde-se também a ansiedade, a insegurança e a ilusão.
sábado, 4 de dezembro de 2010
O que te sobra além das coisas casuais?
Meus melhores amigos, os melhores que alguém pode ter.
Tenho muitaaa sorte de sempre poder contar com os três (Marcel, Jonas e André)
Morena - Los Hermanos
É, morena, tá tudo bem
Sereno é quem tem
A paz de estar em par com Deus
Pode rir agora
Que o fio da maldade se enrola
Pra nós, todo o amor do mundo
Pra eles, o outro lado
Eu digo mal me quer
Ninguém escapa o peso de viver assim
Ser assim, eu não
Prefiro assim com você
Juntinho, sem caber de imaginar
Até o fim raiar
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Fico tão cansada às vezes e digo para mim mesma que está errado, que não é assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida.
Acho que não houve outra época na minha vida em que estive tão cansada. A faculdade tem me tirado o sono, o juízo e o sangue. Chego em casa "derrotada" pela maioria dos dias, isso significa: banho e cama.
Meu pai diz que esta é a idade de trabalhar, de me cansar, de me irritar com a burrice alheia, solucionar problemas... por um simples fato: SOU JOVEM. Posso passar por tudo isso e ainda ter ânimo pra badalar no fim de semana. (pior que não tenho mais ânimo para badalar no final d semana).
Ele diz: "Olhe pra mim minha filha, vc acha que um velho como eu conseguiria viver com esse pique que vc tem? Essa é sua fase de produzir na vida. Aproveite!".
E eu aproveito.
Posso afirmar, que apesar do turbilhão, estou tomando posse da minha vida e da minha independência e não há nada (nada mesmo) mais delicioso que isso.
Eu acredito demais em sorte e tenho constatado que quanto mais eu trabalho, mais sorte eu tenho.
domingo, 28 de novembro de 2010
Trailer do Filme
Me sinto tão Amélie Poulain...
Acho que esse é um dos melhores filmes que eu já assisti. Amélie Poulain é uma jovem francesa que tem feito milhares de pessoas mudarem suas vidas.
“Então, minha querida Amélie, você não tem ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, com o tempo seu coração ficará tão seco e quebradiço quanto o meu esqueleto. Então vá em frente, pelo amor de Deus."
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